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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Comida asiática é a campeã no paladar dos paulistanos

É a primeira vez que a culinária oriental ultrapassa a tradicional comida italiana, que segue em 2º lugar

Paloma Amaral

Os paulistanos preferem a comida asiática na hora de escolher um restaurante, é o que mostra uma pesquisa feita, entre agosto e setembro de 2015, pelo Grubster - aplicativo de reservas online em parceria com a Hello Research, agência especializada em pesquisa de mercado. A amostra foi de 800 paulistanos de todos os perfis demográficos. 

Pela primeira vez, a culinária oriental ultrapassa a tradicional italiana, que segue em 2º lugar no paladar na capital. A diferença é mínima: 22% preferem os peixes asiáticos, contra 21% das massas italianas.

Combinado de Sushi e Sashimi, composto de Sasaki, Nacho
e Salada Sunomono, como acompanhamento. (Foto: Paloma Amaral)
A preferência pode ser pelo clima quente da cidade. O ano de 2014, segundo a ONU, foi o mais quente registrado na Terra. Com isso, é comum que os paulistanos recorram à pratos mais frios. Já quando o clima está mais fresco, os pratos mais quentes é que ganham o favoritismo. Porém, não é só isso que influencia. Para alguns, os pratos asiáticos, principalmente os japoneses, são mais benéficos à saúde. “Não é só pelo clima, mas também porque as comidas japonesas e chinesas são mais leves e saudáveis, então, o paulistano opta por algo mais sadio”, explica Humberto Higa, gerente do restaurante Banri.

Em 2013, o jornal “Diário de S.Paulo” publicou uma matéria em que revelava que São Paulo já vendia mais sushi do que carne, e que existiam mais restaurantes especializados em sushis do que churrascarias. Para o cozinheiro Elisson Iwosaki, a explicação é clara: “Churrasco é um prato que qualquer um pode fazer em casa, mais ou menos acaba saindo, enquanto o sushi, não. O sushi você tem que ter uma técnica, ou no mínimo, estudar um pouco. Isso também ocorre pela facilidade de você fazer churrasco em casa. Então, quando você vai sair, você quer comer algo que você não consiga fazer”.

Jovens descendentes de japoneses fazem parte dos
amantes da culinária asiática (Foto: Paloma Amaral)
A disseminação da população oriental na cidade de São Paulo também conta para esse consumo. Segundo dados do Censo 2010, nos últimos dez anos, a quantidade da população que se declarou de raça ou cor amarela teve um aumento de 1,3 milhões de habitantes, equivalente ao município de Guarulhos. “Tem uma quantidade de orientais muito maior do que qualquer outro estado, então isso dissemina”, comenta Ingrid Salsa, advogada. 

O bairro da Liberdade abriga a maior comunidade nipônica fora do Japão em todo o mundo. Desde 1908, quando os primeiros imigrantes japoneses pisaram em solo brasileiro, os hábitos vindos da “Terra do Sol Nascente” vêm invadindo os costumes paulistas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo centro universitário FIAAM – FAAM, as estatísticas indicam que há preferências quanto às iguarias preparadas pelos japoneses para os brasileiros. Entre todas as opções, o prato mais consumido pelos brasileiros é o Sushi, escolhido em 78% dos casos. Por último fica o Sunomono, que consiste em verduras, algas, peixes ou frutos do mar temperados com vinagre e açúcar.

Pensando em expandir essa culinária para outros estados do Brasil, as opiniões se divergem. Tem gente que acredita que os pratos asiáticos podem invadir outros territórios. “Eu acho que vai atingir sim porque, pelo menos quando eu era criança, há uns 20 anos atrás, até o sushi e o sashimi era tido como algo muito exótico. Peixe cru, eca, que estranho esses japoneses, e hoje já domina, tudo muito rápido”, ressalta Elisson. Já para a belo-horizontina Ingrid, isso não acontecerá tão facilmente. “Se você levar essa franquia para outro estado, não fará tanto sucesso como aqui. Em Belo Horizonte, é uma comida mais cara e não tem tantas opções. Lá predomina mais a japonesa, tem muito sushi, e as vezes até self-service, mas não é tanto como aqui”.

Combinado de Sushi e Sashimi decorado, demonstrando a beleza da culinária japonesa (Foto: Paloma Amaral)

Outro dado importante levantado pela Hello Research é que os paulistanos independentemente da crise ainda consideram a Gastronomia (37%) como o principal item dentro da categoria Lazer. Porém, alguns restaurantes asiáticos não conseguiram lidar com a adversidade. Em setembro deste ano, o restaurante Satay, especializado em comidas tailandesas e vietnamitas, fechou as portas. Segundo os proprietários, os clientes mais fiéis sentiram falta dos pratos chineses. Por isso, é importante destacar que, por mais que a pesquisa dê a preferência para as comidas asiáticas como um todo, são as comidas da Ásia Oriental que fazem mais sucesso entre os paulistanos, de modo geral.


sábado, 24 de outubro de 2015

Interior de São Paulo se rende aos food trucks, populares na capital

Um ótimo lugar para as pessoas diminuírem o estresse da cidade grande


Dafne Torrente

O novo modelo de venda de alimentos, conhecido como 'Food Truck', se resume a uma cozinha móvel sobre rodas que transporta e vende alimentos de forma itinerante. É encontrado em sua maioria nas cidades grandes, mas também pode ser visto no interior.
Chafariz Marco Zero - Bebedouro/SP
A cidade de Bebedouro, conhecida também como Cidade Coração, situada na região Norte do estado de São Paulo, e aproximadamente 383 km da capital, também possui a modalidade de food truck. O modelo é um pouco mais simples das encontradas na grande metrópole, são usados apenas trailers. Os comerciantes encontram-se na região do Lago, e em sua maioria, entorno da praça da prefeitura, com o maior público aos finais de semana.

Prefeitura de Bebedouro - Bebedouro/SP (Foto: Dafne Torrente)
Ricardo Moretto, de 29 anos, sócio- proprietário da Pamonhas Moretto, diz que a ideia de começar a vender milho surgiu há 23 anos, pois possui parentes que realiza a comercialização em outras cidades e em Bebedouro ainda não tinha ninguém que comercializava milho e seus derivados. No início, era apenas feira livre e atualmente realizam essa venda em outros momentos. Encontram-se na praça aos sábados e domingos, e vendem uma média de 1000 pamonhas, 400 curais, fora milho e derivados que não há contagem, devido a demanda. 

Ricardo informa que houve o aumento do público, ao contar desde o início das vendas até os dias de hoje. Porém, após a virada do ano, a demanda caiu, onde houve uma crise e o comércio de alimentos foi impactado. Com a chegada do final do ano e feriados, o comerciante tem expectativa de aumentar a venda, pois os familiares de seu público chegam a cidade e os clientes têm prazer em apresentar a comida.

Avenida do Lago, com seus trailers estacionados (Foto: Dafne Torrente)

No momento, Pamonhas Moretto encontra-se com um trailer e barracas. Ricardo almeja adquirir um caminhão e uma van, como é servido na capital.

Luciano, sócio-proprietário da Pronta Resposta, diz que prefere frequentar a praça do que restaurantes do shopping da cidade. Considera o atendimento melhor e gostou da variedade de comida. Katia, atendente de call center, veio a cidade a passeio e diz que o ambiente é bem legal, familiar, e mais aconchegante.

Nandão Lanches – Lago (Foto: Dafne Torrente)

Os food trucks no interior paulista tornou-se um ótimo lugar para as pessoas que passam a maior parte do tempo na formalidade. Ambiente com praças, lagos, monumentos históricos faz com que a descontração seja garantida e diminua o nível do estresse do dia a dia.